quinta-feira, 8 de julho de 2010

É impossível não notar o aguaceiro que escorre pela boca, pinga do queixo e ensopa o macacão. Há quem credite essa babação ao nascimento dos dentes. Não é bem assim.

Os bebês babam porque ainda não têm coordenação para deglutir a quantidade de saliva produzida, que aumenta a partir dos 3 meses, muito antes da dentição. A mudança na produção tem um nome engraçado: sialorréia.

"É uma salivação excessiva causada pelo próprio desenvolvimento neurológico e bucal do bebê", explica Mauro Toporovski, professor da pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, em São Paulo. Logo, é normal babar – muito ou pouco. Não é um problema de saúde e por isso não se medica.

A situação melhora por volta dos 2 anos, quando a criança domina a arte de deglutir. Caso não diminua, converse com o pediatra para ter a avaliação de um otorrinolaringologista e de um fonoaudiólogo. O pediatra avisa, porém, que algumas situações também estimulam a produção da saliva, como aftas, dentes, resfriados e o refluxo gastroesofágico. Nesses casos, deve-se cuidar da causa para acabar com a conseqüência.
Ziraldo

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